A reação não esperou a coordenação da campanha. O Globo reconstituiu a mensagem que o estudante de Direito João Paulo Pimenta Armando, de 22 anos, mandou às 21h45 de 4 de outubro para dois colegas da UFF: tinham que fazer um ato. No dia seguinte, no campus do Ingá, em Niterói, o grupo hasteou a bandeira “Direito UFF Antifascista”, peça da faculdade desde 2018. A ideia era um ato interno. As pessoas pediram para ir à rua, e foram, sem roteiro.
Temos que fazer um ato.
O Globo, mensagem de 4 out 2026, 21h45
A Revista Fórum e a Rádio Manchete registraram a caminhada puxada pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga: Gragoatá, Ingá, Icaraí, faixas e o coro contra a anistia. Não era um ato nacional convocado por partido. Eram estudantes diante da vantagem de Flávio. Os vídeos saíram da universidade. O Globo contou depois 15 atos pró-Lula em Niterói nos 21 dias do segundo turno. A rua, dali em diante, passou a ser feita por quem decidia sozinho.
No mesmo domingo do primeiro turno, comunidades de fãs puseram as redes à disposição da campanha. O UOL Splash listou páginas brasileiras de Taylor Swift, Beyoncé, Lady Gaga, Billie Eilish, Anitta e, no K-pop, BTS, Stray Kids, BLACKPINK e TWICE. O movimento nasceu nas timelines e chegou à rua sem passar antes pela coordenação petista. O Metrópoles publicou a convocação: Marcha pela Democracia, 11 de outubro, em frente ao MASP, concentração às 11h.
Fandoms do Brasil.
Veja, Lula no ato da Paulista
A Agência Brasil descreveu o ato como organizado de forma independente por movimentos sociais e por esses fandoms, com torcidas de Palmeiras e Corinthians, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e movimentos estudantis. Do trio elétrico, Lula agradeceu aos “fandoms do Brasil”, no relato da Veja e do UOL. A campanha estimou mais de 1 milhão de pessoas no percurso. A Polícia Militar não divulgou estimativa, e o Monitor do Debate Político da USP não fez a contagem. O número fica como a estimativa de quem convocou. A campanha, aí, abraçou um ato que não tinha encomendado.