Reportagem

Fechar

Com o fim das convenções, Lula e Flávio Bolsonaro definem palanques nos oito maiores colégios eleitorais

G1 Caetano Tonet original

Cópia capturada em 27 out 2026. SHA-256 e889061ebbb4779ff02b5e1489c36829f502113220c27ea2271081a3d4e4a8fe

Com o fim das convenções, Lula e Flávio Bolsonaro definem palanques nos oito maiores colégios eleitorais

Após o fim das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas na disputa ao Palácio do Planalto, definiram seus palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país.

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.

Lula enfrenta o desafio de crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, que contam com os dois maiores eleitorados do país, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista tem tradicionalmente mais votos.

A neutralidade de partidos como Republicanos, Podemos e da federação formada por União Brasil e PP abriu caminho para Lula ganhar espaço, principalmente em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, reduto de Flávio.

Em outra frente, Flávio escolheu um vice — o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) — do Nordeste buscando ganhar terreno e diminuir a vantagem histórica de Lula na região. Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro, Lula teve 69,34% dos votos válidos da região.

PT oficializa Lula como candidato à Presidência em busca do 4º mandato, com promessas para mulheres, idosos e militares

PL lança candidatura de Flávio à Presidência em evento com vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA, apoio de Michelle e discurso de Milei

Veja abaixo o cenário nos oito maiores palanques do país:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Arte g1

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disputa com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o maio colégio eleitoral do país, com 31,2 milhões de eleitores. O seu primeiro desafio é levar a disputa para o segundo turno.

Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas em debate na Band — Foto: Renato Pizzutto/Band

Com esse objetivo, o palanque de Lula em São Paulo é composto por quatro ex-ministros. Além de Haddad, Márcio França (PSB), que esteve à frente dos ministérios do Empreendedorismo e de Porto e Aeroportos, é o candidato à vice governador.

Para o Senado, a chapa conta com Simone Tebet (PSB), que esteve à frente do Ministério do Planejamento, e Marina Silva (Rede), que comandou a pasta do Meio Ambiente.

A aposta da campanha é que a chapa, composta por políticos experientes, passa a mensagem da frente ampla que elegeu Lula em 2022. No lançamento da candidatura de Haddad no fim do mês de julho, o presidente afirmou que a campanha da oposição será baseada em mentiras porque não possuem "biografia".

Do lado de Flávio, a chapa conta com Tarcísio como favorito a permanecer no Palácio dos Bandeirantes, com o ex-secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite (PP), e André de Paula (PL), candidatos ao Senado.

Flávio marcou presença no lançamento oficial da candidatura de Tarcísio à reeleição. Na ocasião, recebeu o apoio do governador, que chegou a ser cotado para encabeçar a chapa do bolsonarismo ao Palácio do Planalto.

O apoio de Tarcísio, no entanto, não foi o suficiente para que seu partido, o Republicanos, embarcasse nacionalmente na campanha de Flávio.

A possibilidade de liquidar a eleição no primeiro turno é vista pela campanha de Flávio como uma forma de deixar Lula sem espaço no maior colégio eleitoral do país no segundo turno da eleição presidencial, consolidando o voto Tarcísio-Flávio.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Arte g1
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Arte g1